{"id":80,"date":"2023-06-13T10:35:30","date_gmt":"2023-06-13T13:35:30","guid":{"rendered":"https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/?p=80"},"modified":"2023-06-13T10:35:30","modified_gmt":"2023-06-13T13:35:30","slug":"aprender-com-o-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/?p=80","title":{"rendered":"Aprender com o outro"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-83\" srcset=\"https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-300x169.jpg 300w, https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-768x432.jpg 768w, https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/reschrh.com.br\/publicacoes\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Aprender-com-o-outro-800x450.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Sou curiosa de nascen\u00e7a. Acho que \u00e9 gen\u00e9tico. Meu pai parava na praia para ouvir conversas interessantes dos outros. Eu morria de vergonha, mas tenho a impress\u00e3o que fa\u00e7o a mesma coisa \u2013 por\u00e9m, garanto, disfar\u00e7o melhor que ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Minha m\u00e3e era f\u00e1cil de relacionamento e viajar com ela era voltar com mil amigos na bagagem. Simp\u00e1tica que era, se metia educadamente na conversa alheia, era acolhida e o papo seguia.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha m\u00e3e era f\u00e1cil de relacionamento e viajar com ela era voltar com mil amigos na bagagem. Simp\u00e1tica que era, se metia educadamente na conversa alheia, era acolhida e o papo seguia.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos amigos nos recheiam de novas hist\u00f3rias. Ouvindo-as aprendemos sobre eles, e claro, tamb\u00e9m sobre n\u00f3s. Por isso presto aten\u00e7\u00e3o! Acho a express\u00e3o muito bonita e enriquecedora. Segundo o dicion\u00e1rio Houaiss, \u201c<strong>prestar aten\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d significa ouvir, olhar, sentir algo com aten\u00e7\u00e3o aumentada, concentrada. Ou seja, colocar uma lupa no outro. Coisa rara em um mundo que nos estimula a olhar mais para o espelho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, prestei aten\u00e7\u00e3o em uma hist\u00f3ria, me entusiasmei com ela e quero dividi-la com voc\u00ea, leitor(a).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Era uma vez um gestor de nome Luis, que gostava muito de sua equipe e se preocupava com seu bem-estar e desenvolvimento. Certa vez, uma das colaboradoras do seu grupo pediu demiss\u00e3o, tinha uma nova proposta de trabalho e entendia que poderia adquirir novos conhecimentos e experi\u00eancias. Ele, que n\u00e3o queria perd\u00ea-la, prop\u00f4s um interc\u00e2mbio com uma outra \u00e1rea da mesma diretoria, de modo a atender os seus objetivos de aprendizagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ficou balan\u00e7ada, mas resolveu abra\u00e7ar a nova oportunidade de trabalho. Luis entendeu que esta necessidade poderia ser comum a outras pessoas da equipe. Conversou com uma de suas pares e implementaram uma a\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbio, possibilitando que colaboradores de ambas as ger\u00eancias aprendessem as tarefas de seus colegas e ampliassem seu&nbsp;<em>portf\u00f3lio<\/em>&nbsp;de&nbsp;<a href=\"https:\/\/rhpravoce.com.br\/colab\/conheca-praticas-que-podem-melhorar-o-aprendizado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">conhecimentos<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o deu t\u00e3o certo que animou Luis e sua par a ampliarem o n\u00famero de participantes para o ano seguinte. J\u00e1 no terceiro ano estava comprovado o sucesso da iniciativa, que foi encampada pela \u00e1rea de Recursos Humanos e hoje inclui 60 intercambiantes, que correspondem a 15% dos funcion\u00e1rios\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Embora comece com \u201cEra uma vez\u201d, esse n\u00e3o \u00e9 um conto de fadas ou uma hist\u00f3ria da carochinha. \u00c9 uma hist\u00f3ria real. Luis \u00e9 de carne e osso, tem cabe\u00e7a e cora\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que me chamou aten\u00e7\u00e3o nesta hist\u00f3ria?<\/p>\n\n\n\n<ol>\n<li>Luis n\u00e3o entendeu a demanda da profissional que pediu desligamento como uma necessidade s\u00f3 dela. Quando a perdeu para o mercado, n\u00e3o achou que o problema terminava ali. Considerou que outros na equipe poderiam ter a mesma demanda e se beneficiar com o interc\u00e2mbio.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Iniciou uma a\u00e7\u00e3o que n\u00e3o exigiu or\u00e7amento, tecnologia, aprova\u00e7\u00f5es. As mudan\u00e7as dependiam de sua vis\u00e3o, sua vontade, sua capacidade de escuta e articula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Foi fazendo tudo de mansinho, um aut\u00eantico MVP (acr\u00f4nimo de&nbsp;<em>Minimun Viable Product<\/em>, express\u00e3o das startups que fala do processo de se construir, medir e aprender com o m\u00ednimo de esfor\u00e7o, gasto e tempo), o que prova que nem tudo precisa come\u00e7ar grande, super estruturado e com budget assegurado.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Que h\u00e1 tantas boas ideias espalhadas nas empresas e que elas florescem quando se h\u00e1 solo e clima f\u00e9rtil.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Que&nbsp;<a href=\"https:\/\/rhpravoce.com.br\/colab\/lifelong-learning-o-aprendizado-nao-acaba-apos-receber-um-diploma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">boas pr\u00e1ticas<\/a>&nbsp;\u00e0s vezes surgem em \u00e1reas que n\u00e3o s\u00e3o as especialistas no&nbsp; tema (no caso aqui, o RH), mas podem germinar, se a empresa n\u00e3o tem cultura de feudos.&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Voltando ao in\u00edcio da nossa conversa, eu agrade\u00e7o a heran\u00e7a gen\u00e9tica de meus pais. Eu adoro aprender com as hist\u00f3rias dos outros. Como disse V\u00edvian Rio Stella, doutora em Lingu\u00edstica pela Unicamp, em artigo publicado recentemente, \u201c<em>Comunicar \u00e9 atribuir sentidos, a partir de saberes e experi\u00eancias pr\u00e9vias, abrir espa\u00e7o para que cada pessoa resgate mem\u00f3rias, reflita sobre suas pr\u00e1ticas e perceba sentidos que outras pessoas atribuem<\/em>\u201c. Quanta pot\u00eancia e bagagem isso pode trazer para n\u00f3s e ao outro!<\/p>\n\n\n\n<p>Quando prestamos aten\u00e7\u00e3o aos sentidos que as pessoas atribuem \u00e0s coisas e aos fatos, diferentes daqueles que n\u00f3s atribu\u00edmos, temos a possibilidade de enxergar com novas lentes uma mesma situa\u00e7\u00e3o e assim encontrar novas alternativas de lidar com elas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E voc\u00ea, o que aprendeu com a hist\u00f3ria do Luis?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Jacqueline Resch<\/strong><br>Jacqueline Resch \u00e9 consultora e s\u00f3cia-diretora da RESCH RH. \u00c9 graduada em psicologia pela PUC-Rio, tem MBA pela COPPEAD (UFRJ). Nos \u00faltimos seis anos vem se dedicando ao estudo do di\u00e1logo, tendo obtido a certifica\u00e7\u00e3o em Pr\u00e1ticas de Colabora\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo pelo Taos Institute (EUA) e cursado a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em perspectiva e pr\u00e1tica profissional generativa pela Universidade de Manizales (Col\u00f4mbia).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou curiosa de nascen\u00e7a. Acho que \u00e9 gen\u00e9tico. Meu pai parava na praia para ouvir conversas interessantes dos outros. 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